O Filho do homem não veio para destruir as almas

Por Johnny Bernardo 

A intolerância religiosa e racial cresce a um ritmo acelerado em países como Brasil, Estados Unidos e Rússia - estes de maioria cristã. No Brasil, recentes episódios de perseguição a adeptos do Candomblé - inclusive com a participação de traficantes "evangélicos" do Rio de Janeiro - ocorrem em um momento de grande acirramento ideológico, e decorrente do crescimento de grupos conservadores. Recente pesquisa do Instituto Paraná demonstrou que "tendência para autoritarismo é alta no Brasil". Outro índice, de 2016, revelou que "70% dos casos de intolerância no Rio de Janeiro atingem religiões afro-brasileiras". Vivenciamos uma situação crítica, de grave crise social.

Jesus jamais incentivou o ódio ao próximo, a adeptos de outras confissões religiosas. Sua mensagem era carregada de sentimentos de amor e compaixão ao próximo. "Amai o próximo como a si mesmo", foi o segundo maior mandamento apresentado por Cristo aos seus discípulos. Todos os seus discípulos compreendiam sua mensagem, embora que, em algumas situações, alguns demonstrassem sentimento de intolerância. É o caso relatado em Lucas 9 51-56. Nesta passagem, Tiago e João sugerem ao mestre que a cidade de Samaria fosse queimada, ao que Jesus respondeu: "Vós não sabeis de que espírito sois" (v. 56). Jesus não veio ao mundo para destruir, mas salvar as almas dos homens. Devemos levar ao mundo a mensagem humanitária de Cristo.